
por Osvaldo
No post anterior fiz uma brincadeira sobre o que é preciso para ser um bom fotógrafo. Na verdade, além daquelas “dicas”, o que um fotógrafo precisa mesmo é ter sorte. Estar no lugar certo e na hora certa é mais importante do que o equipamento, a técnica e tudo mais. Posso dizer que não estava passando por uma fase de azar, longe disso inclusive, mas estava faltando a sorte. Nas últimas três semanas não consegui sair para praticar esse meu hobby, e isso já estava alterando o meu humor. É na fotografia que esqueço os pepinos e abacaxis do dia a dia. No sábado, decidimos ir acompanhar um dia de saltos de paraquedistas. O evento aconteceria no batalhão do exército aqui em Campinas. Decidimos por ir no final da tarde já que nesse horário a iluminação é perfeita, principalmente nessa época do ano.
Então, perto das 16 horas, partimos rumo ao batalhão. Na chegada já percebemos algo estranho, pouca gente por perto, o evento sempre atrai um volume maior de pessoas. Logo na parada, um rapaz da equipe veio a nosso encontro e disse que os saltos haviam sido cancelados por causa do vento forte. Ai já na minha veio na mente: poxa, que falta de sorte. Realmente o vento era forte e frio. O local, um grande descampado, piorava ainda mais a sensação de frio. Mas, para não perder completamente a viagem, resolvemos fazer algumas fotos do museu a céu aberto de blindados, que fica na mesma rua onde aconteceriam os saltos. O sol começou a cair rapidamente e a visão o horizonte começou a fazer a gente pensar que não estava tudo perdido.
Fizemos assim, um grande ensaio do pôr-do-sol, dos canhões e blindados com o sol se pondo ao fundo, do início do lusco-fusco, etc. O frio apertou muito e decidimos ir embora. Eu já havia guardado a câmera na mochila, e um breve olhar no horizonte, enquadrei com os olhos uma nova paisagem. Peguei a mochila e tirei a câmera novamente. Troquei a lente para uma tele-objetiva de 300mm para enquadrar melhor o que eu havia imaginado na cena. Focando o horizonte ouvi minha fiel companheira e também fotógrafa Karina falar empolgada algo como: Olha aquilo alí!
Estávamos bem próximos do aeroclube dos Amarais, e ao olhar em volta, vi uma imagem que não imaginaria. Quatro aviões da esquadrilha Oi do Circo Aéreo fazendo acrobacia sobre a pista e preparando-se para o pouso, alí fica sua base. Saí correndo em em direção a uma área sem obstáculos à minha frente e dedo embaixo no botão de disparo. Ao terminar, olhando o que estava gravado no cartão, não pude deixar de pensar: A SORTE VOLTOU! Essa foto ai do post é só um exemplo do que estou dizendo.